A indústria dos games durante toda sua história foi e é dominada ainda pelos homens, no entanto a mulher vem gradativamente conquistando seu espaço tanto no parâmetro profissional quanto no consumo.
Um novo caso vem despontando e pondo em check todos os passos que já foram dados em busca da igualdade, seja ela de gênero ou de condição. Maria Creveling (Remilia) fazia parte do roster principal do time Renegades que contava com nomes famosos do cenário norte-americano como o renomado Alex Ich e o venezuelano Crumbz.
No entanto algo assombrava Maria, que por ser uma transgênero vinha sendo alvo de ataques constantes via twitter e twich, a ponto de suas contas serem bloqueadas para que este tipo de conduta não a afetasse in game.
Mesmo diante do suporte de MonteCristo Co-Owner da Renegades, Crumbz , Alex e esposa (declarado pela própria jogadora) parece que desta vez os intolerantes venceram, Maria declarou seu desligamento do cenário profissional alegando problemas pessoais, essa tomada de decisão veio à tona semanas depois de fotos da jogadora vazarem na internet e pode ter sido a gota d’água para a situação.
Em sua carta Remilia agradece a seus fans, companheiros de equipe e a Riot Games pela ajuda, Riot Games que acatou o pedido da jogadora em não filmá-la
nem entrevistá-la no pós-game, apenas o necessário era transmitido, Remi pede desculpas aos fans e companheiros pelo repentino desligamento e sabe que sua decisão terá um impacto negativo no andamento da competição.
A comunidade de League Of Legends norte-americana praticou um enorme desfavor a sociedade, eles que elegem os brasileiros como os sem noção da internet, mostraram que os sem noção na verdade estão na parte de cima do nosso continente. Com episódios parecidos aqui no Brasil a história foi bem diferente, tomando um rumo muito mais agradável para todos: um é conhecido como o Faker brasileiro e outro chegou à disputar o Mundial de League e ambos são aceitos pela larga maioria dos adeptos brasileiros.